Técnico rebateu a má repercussão da sua coletiva pós jogo contra Volta Redonda
Em entrevista concedida pelo Botafogo, nesta terça-feira (10/09), Piza analisou suas decisões e criticou a pressão de parte da imprensa.
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Autoanálise:
Evaristo Piza explicou a rotação do elenco, devido a lesões e fez uma autoanálise assumindo erros que cometeu.
“A gente tinha uma segurança daquela linha de quatro que repetiu muito, formada por Lenon, Reniê, Wendel e Evandro. Depois o Evandro se machucou e entrou o Furlan. Conseguimos performar muito bem assim. Depois a gente mexeu muito para não correr risco de perder jogadores no começo do quadrangular, e também tiveram muitas lesões, como os nossos zagueiros que estão fora. A gente não repetiu escalações e a gente perdeu um pouco do conjunto. Tivemos uma quebra de sequência por conta das lesões e por optar para ver atletas que chegaram para potencializar. Eu precisava ver eles antes para não usar só no quadrangular. Esses aspectos gerou, talvez, uma quebra de sequência da equipe.” explicou Piza.
Críticas e desabafos para imprensa:
A entrevista já começou com desabafos do comandante alvinegro, que criticou parte da imprensa, que noticiou que o técnico responsabilizou a direção do vento pelo resultado da partida, Piza se defendeu dizendo que não colocou a responsabilidade do resultado no vento, falou que teve dificuldades com os desfalques na partida, e que devido a falta de entrosamento da dupla de zaga, o Botafogo sofreu com a construção e saída de bola, ele também assumiu que não conseguiu sair da pressão do Volta Redonda, além da condição climática, que também dificultou, porém não de forma majoritária.
Além disso, Evaristo também expôs sua chateação com um grupo de torcedores que acompanhava diretamente os treinos no dia a dia do clube, porém estão impedidos pela diretoria de visitar o Centro de Treinamento do Belo.
“Não fui eu que proibi entrada de imprensa no treino. Eu gosto quando vocês estão aqui. Não fui eu que mandei fechar o CT para o pessoal do “Fuxicão”. Sempre fui atencioso com eles. Muitos me chamavam e falavam que viam trabalho, viam conceito. Aí esse mesmo grupo, achando que fui eu que dei ordem para fechar, começam a dizer que o treino está sendo fechado porque mandei instalar ventiladores no campo para treinar contra o vento. Isso me chateia pelo respeito que tenho por eles. E eles sabem o empenho que tenho. Mas preferem fazer chacota” contestou o comandante.

Foto: Cristiano Santos/Botafogo
Preparação para os próximos jogos:
Piza comentou sobre a incerteza da continuação dos mesmos esquemas táticos devido as dificuldades, especialmente nos desfalques por lesões, porém afirmou já estar acompanhando os jogos dos futuros adversários e que durante o trabalho semanal chegará na melhor conclusão.
Apesar do começo ruim no quadrangular, o técnico afirmou ter confiança no elenco e acreditar na busca do acesso.
“Nada está perdido, segue em aberto. Da mesma maneira que eles tiraram ponto nosso, a gente já buscou três na casa deles. Antes disso, preciso pensar nos dois duelos com o São Bernardo. Agora é achar a melhor estratégia para essa semana de muita decisão, muito equilíbrio. São 12 pontos em disputa e a meta estabelecida com o elenco pelo acesso foi por 11 pontos. Então é possível” afirmou.
Piza falou sobre a experiência que possui no clube e o momento de pressão que o time vem enfrentando “Na minha volta eu falei, eu conheço muito bem aqui, o amor vira ódio em questão de segundos. Faz parte, e eu continuo sendo o mesmo” relembrou o técnico que já tem 100 jogos no comando do Botafogo. “A dificuldade, não é só nossa, eu acho que todas as equipes que estão envolvidas no quadrangular tem a pressão pelo acesso, é diferente de uma competição de 19 jogos, aqui cada jogo é uma decisão.” completou Evaristo, que citou exemplos de outros adversários com as mesmas dificuldades para conquistar resultados.
Por fim o técnico reforçou a importância da calma nesse momento, relembrando sua passagem no Manaus, onde não conseguiu subir de divisão mesmo tendo ganhado do Novo Horizontino (melhor campanha da época), “Quadrangular é muito difícil. É muito jogo a jogo. Então, a pressão existe, não é só no Botafogo, é em qualquer clube, pela responsabilidade de cada jogo, e esse contra o São Bernardo vai ser mais um jogo de muita responsabilidade, é natural que exista a pressão.” afirmou Piza.